Woody: "ainda estamos ávidos e animados em fazer o nosso segundo álbum ainda este ano"


Trecho da entrevista com Chris Woody para o site Drumeo. Bate-papo completo aqui!

Quais eram as suas bandas favoritas para tocar?
"Eu era um grande fã de Red Hot Chili Peppers; Lembro de Californication tendo um enorme efeito sobre mim quando foi lançado. Também Origin Of Symmetry, do Muse, que é provavelmente a razão pela qual eu quis tocar em bandas. Mas uma rápida lista de bandas e influências seria: RHCP, Muse, Foo Fighters, Queens of the Stone Age, Smashing Pumpkins, James Brown, Jimi Hendrix e Led Zeppelin (obviamente). Dave Grohl do Foo Fighters é o cara que eu mais olhava de todos - a sua musicalidade e energia são incomparáveis. E Queens Of The Stone Age é, pelo meu dinheiro, a melhor banda do mundo no momento.

Quando você decidiu realmente tocar em uma banda, havia algum objetivo final em mente?
"Eu sempre estive em bandas desde que eu tinha 14 anos, seja em bandas escolares, orquestras escolares, e tudo que vai a partir daí. Eu fui para a faculdade de música quando eu terminei a escola e eu sempre tive esse caminho. Eu sempre me defini como baterista e tocar música era só o que eu me sentia obrigado a fazer. Olhando para trás agora parece insano a extensão - viajar centenas de quilômetros para tocar em um bar com 15 pessoas no mesmo, perder dinheiro no percurso e ter que dormir no chão das pessoas. Acho que quanto mais eu entrei nisso, mais os objetivos mudaram.

Primeiramente, foi apenas para estar em uma banda legal que eu gostava, e tentar tocar em lugares cada vez maiores, e então, obviamente, o sonho para a maioria das bandas de ter contrato com uma gravadora."

Então, como Bastille foi formado?
"Depois da faculdade de música, eu estava sem dinheiro e tive que voltar para casa em Plymouth e pegar algum dinheiro guardado. Uma vez que eu me mudei para Londres, eu estava trabalhando em todos os tipos de empregos temporários durante o dia e indo para os ensaios e shows à noite. Chegou a um ponto onde eu não era capaz de dormir muito e estes trabalhos terríveis estavam interferindo com shows. Assim, depois do incentivo de meus pais, eu tive que encontrar uma maneira de fazer essa coisa de música em tempo integral. Foi quando eu comecei a distribuir panfletos nas casas perto de onde eu morava, oferecendo aulas de bateria. Eu acho que com de 3.000 panfletos eu tive cerca de 2 alunos. O único lado positivo de tudo isso foi que Dan morava cerca de três ruas de distância e um dos meus panfletos foi parar na frente da sua porta. Na época, ele estava à procura de um baterista. Ele me ligou perguntando se eu tinha algum aluno de bateria que eu poderia recomendar. Ele pensava que eu tinha cerca de 80 anos com um monte de alunos, mas eu tinha apenas 22 anos, então eu disse: 'eu sou o seu cara'. E nós começamos de lá, ficamos em turnê por dois anos, apanhando Will ao longo do caminho. Então ficamos sem tocar por alguns meses e acrescentamos Kyle, e voltamos como uma banda com novas músicas no final de 2010."

Quando vocês perceberam que Bastille ia ser um enorme sucesso?
"Haha, temos sido amplamente pessimistas. Quando Pompeii de repente decolou e se tornou esse hit monstro, ninguém, nem mesmo a nossa gravadora imaginou. E então pelo álbum estrear em 1º lugar no Reino Unido, nós estávamos realmente atordoados. Foi literalmente um sonho realizado, mas eu não tenho certeza de como você julga o sucesso. Ainda estamos ávidos e nós estamos animados em fazer o nosso segundo álbum ainda este ano."

Sua música é fantástica. Como é seu processo de composição, e como você está envolvido na criação das partes de bateria?
"Isso varia de música para música. Dan é o compositor da banda e é um controlador confesso. Às vezes ele vai ter uma ideia exata do que ele quer da parte da bateria. Outras vezes, e, mais recentemente, ao trabalhar no próximo álbum e na passagem de som, vamos brincando com ideias. O processo é realmente saudável. Eu posso ter tanto a dizer sobre partes do baixo do Will como Kyle teria a dizer sobre minhas partes de bateria. Todos contribuem onde podemos. Não é um caso de "eu sou o baterista, eu faço a bateria, cuide da sua vida.'"

Qual é a sua música favorita para tocar? 
"Isso sempre muda. Eu realmente gosto de tocar Bad Blood, pois é um desafio. A bateria no álbum é programada, porque queríamos um som mais hip hop. Isso significava que não havia nenhuma consideração dada à forma como eu iria tocar a música ao vivo. Ela leva um pouco mais de rock ao vivo, a parte da bateria tem dois sons diferentes, por isso tenho um deles na minha esquerda, e, como resultado, eu acabo parecendo um polvo estranho com os membros voando, de uma forma que eu nunca teria concebido se eu tivesse tentado escrever a parte em um kit da maneira usual. E nunca me canso de tocar Pompeii; a reação da plateia pra isso é sempre tão especial."

O que você diria a um baterista que está apenas começando? 
"Seja você mesmo. Permita-se ser influenciado por alguém que você gosta, mas lembre-se que a imitação não vai ter levar longe. A melhor pessoa para tocar como John Bonham é o John. A melhor pessoa para tocar como Clyde Stubblefield é o Clyde."
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