"Em algum lugar havia um anúncio que dizia ‘The Killers e Bastille’, ficamos alucinados ao ver esses dois nomes juntos", afirma Smith

Em entrevista ao site EADT24, no V Festival, a banda fala um pouco sobre o Brits, novo material, a expectativa em tocar com The Killers e muito mais:





Dan Smith e seus companheiros William Farquarson, Chris Woody e Kyle J Simmons não estão fazendo muitos shows ou participando de muitos festivais no Reino Unido este ano, por isso trazem certa ansiedade para o V Festival.
"Nós tocamos aqui há alguns anos, como uma banda completamente desconhecida na tenda Strongbow. Vai ser divertido voltar e espero poder tocar para mais pessoas dessa vez", diz Smith, esperançoso em assistir a atração principal Justin Timberlake mais tarde. "Seu show é supostamente incrível, por isso se tivermos tempo para ficar por perto, nós definitivamente iremos conferir Justin ao vivo pela primeira vez."

No início deste ano, a banda ganhou o prêmio Breakthrough Act no Brits. A mentalidade da banda é realmente não esperar muito e apenas continuar o trabalho, dessa forma participaram da premiação completamente perplexos com o fato de estarem lá.
"Nos sentimos um pouco fora do lugar, então fomos para o evento apenas com a ideia de nos divertir por tudo o que ele representava, e nos concentramos no fato de que iríamos nos apresentar em, provavelmente, a oportunidade mais pública que já havíamos tido", diz ele. "Com isso, estávamos muito preocupados e sim, nós não tínhamos expectativas de ganhar o prêmio, de tal forma que o choque e o espanto nos nossos rostos foi muito genuíno. Estávamos em um estado de torpor, logo depois tivemos que fazer um discurso e, logo após, nos prepararmos para apresentar.”

Após o Brit Awards, o álbum da banda voltou a ser número um, após um ano do lançamento, tornando-se um dos álbuns mais vendidos de 2014.
"Foi uma loucura. Especialmente porque ele ficou no número um durante duas semanas. Foi um sentimento maravilhoso e era algo completamente inesperado. Como Brit Awards é uma coisa tão pública, tem-se uma grande quantidade de atenção, o que nos colocou no radar. Nós sempre fizemos do nosso jeito, mas não tínhamos uma enorme quantidade de publicidade, por isso foi muito interessante fazer algo como o Brits. Talvez as pessoas que tenham escutado uma ou duas músicas nossas ao longo do ano passado, puderam finalmente unir o som com os rostos e nome, e talvez por isso o álbum tenha fluído. Estar envolvido em algo assim foi surreal e muito divertido para nós. Chegar a ver Arctic Monkeys e Beyonce tocando, nossa performance com Rudimental, tudo foi muito estranho e incrível."


Não é apenas no Reino Unido que Bastille tem sido um enorme sucesso, eles estão tocando shows esgotados em todo o mundo, em lugares que não tinham visitado antes. Smith admite que é muito surreal. 
"Eu adoro viajar e conhecer o máximo de lugares possíveis, então me sinto muito sortudo de poder ir a novos países e cidades. Temos andado tanto pela América recentemente, e eu sempre quis fazer a viagem clichê de cruzar os Estados Unidos e é tão incrível que estamos fazendo isso e tocando ao mesmo tempo.” Smith completa:  “Além disso, poder tocar na África do Sul e Austrália, ir para a Ásia e por toda a Europa, países que eu nunca imaginei que iria, é fantástico, eu me sinto muito sortudo. "

Smith acrescenta o quanto é realmente agradável estar com a mesma equipe desde o início. Obviamente, como as coisas têm crescido, novas pessoas vieram, mas essencialmente, há um grupo de 10 que foram passear, viajar e viver juntos desde os últimos dois, três anos.
"Se não fosse por isso eu acho que nós provavelmente nós sentiríamos muito desconectados. Temos um bom tempo juntos, mas igualmente, se qualquer um de nós começasse a agir como um idiota, todos os outros seriam muito rápidos para entrar em cena e fazer parar com isso. Todos nós sentimos falta de Londres, mas é tão fácil manter contato com nossa casa que procuramos desfrutar de todos os lugares que passamos. Essa é a coisa estranha sobre turnês, sempre parece um pouco um circo itinerante, de certa forma você está fazendo as mesmas coisas bizarras todos os dias, mas em lugares diferentes"

Bastille se apresentará no Tennents Vital Festival em Belfast, no dia 21 de agosto, no mesmo dia que The Killers.
"Eu os vi ao vivo em vários festivais e acho o seu primeiro álbum tão brilhante - Hot Fuss. É um daqueles discos que você coloca para tocar e cada música parece familiar, é quase como um greatest hits em si. Will, que toca baixo, é um grande fã. Será incrível de assistir. O que é bom é que até o próximo ano, no Reino Unido, nós não estamos indo fazer mais turnês. Então, tocar aqui em festivais no verão é uma boa oportunidade para voltar aos pontos que não visitamos há um tempo. Em algum lugar na internet havia um anúncio que dizia ‘The Killers e Bastille’ e nós ficamos alucinados vendo esses dois nomes de banda juntos.
Fizemos um show em Las Vegas recentemente, que é a cidade de origem do The Killers, e foi divertido ver essa cidade pela primeira vez. Na verdade, nós pulamos do prédio mais alto de Vegas presos a uma corda. Foi aterrorizante, é conhecido como Stratosphere, foi absolutamente aterrorizante.”

A banda começou a trabalhar em novo material, enquanto estão na estrada, e afirmam que já fizeram muita coisa até agora e que tem sido divertido.
"Eu estava preocupado porque, no último álbum, escrevi quase tudo no meu quarto depois do trabalho e no meu tempo livre, e isso não é algo que exista muito atualmente. Nós também fizemos toda a gravação com o nosso amigo Mark Crew em seu pequeno estúdio no sul de Londres, e eu pensei que estar tão longe dos contextos aos quais estamos acostumados poderia tornar difícil o processo criativo. Eu tento manter o hábito de escrever sempre e construir idéias em conjunto. Recentemente, pudemos trazer Mark na estrada com a gente e tem sido incrível. Temos a criação em estúdios improvisados ​nos bastidores e tem sido muito produtivo.

Eles possuem 16 faixas prontas, e começaram a tocar algumas músicas novas ao vivo.
"Nós estamos escrevendo, experimentando e brincando com idéias até chegar a hora do lançamento. Não estamos interessados em repetir qualquer coisa que fizemos no ‘Bad Blood’, por isso tem sido muito divertido experimentar com diferentes sons, gêneros e estilos de escrita. Não vejo a hora de lançá-lo.”

Eles têm alguns planos interessantes para o resto do ano.

"Nós vamos tirar algumas semanas de descanso para Woody se casar e, em seguida, para gravar corretamente a principal parte do novo álbum. Também estamos trabalhando em outra mixtape no momento, por isso vamos nos dedicar à ela, à escritas e gravações. Nós também voltaremos aos EUA para uma grande turnê no final do ano. Eu realmente não posso acreditar no tamanho dos locais que iremos tocar – está me enlouquecendo um pouco!”



Fonte: EADT

Tradução: Thalita (Bastille Brasil)
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