Chris Wood fala sobre o novo álbum em entrevista ao Metro Jornal

Foto de @vini_hudson
Em entrevista ao Metro, Woody falou sobre o novo álbum do Bastille. Confira, na íntegra, a matéria publicada no site do jornal brasileiro:


Há alguns anos, Chris Wood se viu indo de porta em porta em Londres para distribuir panfletos em que se oferecia como professor de bateria. Segundo ele mesmo descreve, essa era a oportunidade de fugir de uma carreira como operário de fábrica. Mas o destino lhe reservou um afago, já que uma das pessoas a ver o panfleto foi o cantor Dan Smith.  
“Ele estava pensando em formar uma banda e aconteceu de, na mesma semana, ver o panfleto”, lembra-se Wood. “Ele me telefonou achando que eu era um cara de 60 anos e perguntou se eu teria algum bom aluno de bateria para indicar, quando, na verdade, eu só tinha dois alunos na época.” 
Foi assim que Wood ofereceu seus próprios serviços e se tornou o baterista do Bastille. Apesar do sucesso meteórico da banda nos EUA, o grupo passou por anos de luta em seu país natal.  
“Nos Estados Unidos tivemos a sorte de pular algumas etapas pelas quais a maioria das bandas precisa passar, como o estágio em que você toca para dez pessoas no bar e aí dirige por 20 horas até chegar em outro bar onde se apresenta para outras dez pessoas”, diz Wood, ressaltando que a banda chegou aos EUA quando seu álbum de estreia, “Bad Blood”, já estava no topo dos mais vendidos do Reino Unido. Por lá, sim, a banda teve que passar desse nível bem básico para chegar onde está.

Conversamos com Wood na cozinha do estúdio onde ele e os outros três integrantes do Bastille estão gravando seu próximo trabalho.  
O fato de eles terem encontrado o sucesso não significa que o quarteto não vai mexer na fórmula já descoberta. “Estamos usando guitarras pela primeira vez”, antecipa Wood. A forma de a banda escrever letras também mudou. Agora elas surgem em paralelo à melodia.  
“Falo isso mas, na verdade, tudo isso são apenas ideias até o momento. Há sete ou oito delas em estágios distintos. Adoraríamos tocá-las ao vivo, mas as pessoas perguntariam: ‘Por que vocês estão tocando essa porcaria incompleta?’ 
O processo todo é ainda novo e excitante para o Bastille. Wood lembra que as primeiras composições da banda não eram feitas assim.  
“No início, as canções eram escritas no quarto do Dan e só depois íamos ensaiar e aprendê-las. Temos trabalhado o dia inteiro e só lá para as 22h vamos para o local de ensaio, onde tocamos até as 3h da madrugada e acordamos às 7h da manhã seguinte para voltar ao trabalho. Ficou claro desde o início que acreditamos nesse disco e estamos trabalhando para ele.”
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