G1: Woody defende hits e diz que banda tenta 'ir além do óbvio'


É um rock pop dançante tão certeiro (ou certinho), que parece jingle feito por publicitário, acusam os críticos de bandas como Imagine Dragons, Bastille e Capital Cities. Mas o Bastille, do hit "Pompeii" – a faixa roqueira mais tocada nas rádios brasileiras em 2014 –, não liga para este julgamento pejorativo. Ou talvez o desconheça, mesmo.

"É a primeira vez que ouço este tipo de comentário e não consigo entendê-lo", diz ao G1 o baterista Chris Wood. "Fazemos músicas das quais nos orgulhamos e gostamos quando fazemos um hit”, prossegue ele, que se apresenta com o grupo no Lollapalooza neste sábado (28). "Se você acha que elas funcionam assim [como trilha de comerciais], tudo bem", completa Woody.

Com suas canções dançantes e letras elaboradas, o quarteto de Londres começou a carreira em 2010. O líder é o cantor e compositor (e tecladista e percussionista) Dan Smith. Como nasceu num 14 de julho, dia da Queda da Bastilha – evento histórico da Revolução Francesa – achou certo batizar assim o grupo.

Pouco depois, convocou seus parceiros: Kyle Simmons (baixo, teclados, percussão, sintetizadores), Will Farquarson (baixo, teclado, guitarra) e Woody. Ficaram famosos em 2013, com o disco de estreia “Bad blood”. É o que tem “Pompeii”.

Com a fama, vieram convites. O cultuado cineasta (e eventual compositor) David Lynch, por exemplo, chamou o Bastille para remixar a faixa "Are you sure". Ídolo de Dan Smith, Lynch é o criador e diretor da célebre série de TV "Twin Peaks" (1990). Não sem motivo, em 2011 a banda lançou o EP “Laura Palmer”, nome de uma personagem de “Twin Peaks”.

O Bastille não tem como única ambição fazer o público dançar, explica Woody. A ideia é propor letras que 'vão além do convencional". Ele fala, então, de "Pompeii" (sempre ela...). Assim como o nome da banda, a faixa faz referência a um acontecimento histórico importante. A Pompeia do título é a cidade italiana destruída após a erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 d.C.

A estratégia do Bastille foi escrever versos que servem a duas interpretações: podem descrever tanto a tragédia coletiva (os moradores e construções de Pompeia foram "mumificados" pelas cinzas e pela lava do Vesúvio) quanto um fim de relacionamento. "Fomos pegos e nos perdemos em todos os nossos vícios / Na sua pose enquanto a poeira baixa ao nosso redor", canta Smith.

"Quando as letras são escritas, há meio que personagens sendo imaginados, situações", descreve Woody. "Geralmente, tentamos escapar do óbvio." Mas ele garante que o Bastille não trabalha "tendo em mente' músicas moldadas para a boa aceitação. Na opinião do baterista, quem faz esse tipo de acusação "é muito preguiçoso".


Matéria por: G1
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