Bastille para a DIY Magazine: 'Talvez, pessoas que odiaram o primeiro álbum gostem do segundo'


Bastille estampa a capa da revista britânica DIY Magazine de Junho, que traz uma entrevista exclusiva sobre o segundo álbum, 'Wild World', ainda sem data de lançamento.

Separamos e traduzimos os principais trechos da matéria:

"Nós fizemos o primeiro álbum de uma maneira bastante inconsciente. Foi um pouco de uma mistura de ideias e coisas que nós amávamos no momento, e apenas lançamos. [...] Quero dizer, nós rejeitamos a ideia de guitarras no primeiro álbum, então nós pensamos, 'não, foda-se, guitarras são incríveis!'", disse Dan. "Estávamos em uma situação muito diferente ao escrever este álbum do que o primeiro", acrescentou Kyle.


"Nós fizemos muito mais música do que essas que acabaram ficando no segundo álbum", acrescenta Dan. "Junto com as mixtapes, nós quase fizemos dois ou três álbuns. Exploramos um R&B muito mais obscuro [...] O tipo de música que queremos fazer é experimental e incansável."

Apesar de tantos ingredientes diferentes, o registro ainda é, em sua essência, um álbum de Bastille. Cada faixa vem embalada com a sua própria história, sua própria personalidade. Desta vez, no entanto, os seus movimentos são - conscientemente - maiores e mais ousados. "Se quiséssemos a presunção de uma música hip hop, nós não iríamos fugir disso. Se quiséssemos usar citações obscuras de filmes de ficção científica dos anos 70, nós usaríamos."

"Lembro nos primeiros dias, um jornalista estava tentando descrever quem éramos, tentando nos classificar em um gênero. Eu não sabia ou me importava, o gênero que éramos e nunca nos preocupamos. Há momentos de escuridão e momentos de diversão e o tipo de música que queremos fazer - o tipo de banda que queremos ser - é experimental e incansável e, de música para música, queremos ter alguma reinvenção", conta Dan.

Enquanto 'Bad Blood' viu Dan se inspirar em mitologia e cinema, 'Wild World' foca mais na condição humana. Enquanto algumas canções falam como nós incessantemente absorvemos os horrores do mundo através de meios de comunicação, ou a nossa recente fascinação por crime verdadeiro, Smith também explora a nossa necessidade inata de relações e conexão humana.


"Conceitualmente, a canção que realmente começou a trazer isso foi 'Warmth'", ele confirma. "Essa foi a faixa que articulou, pela primeira vez, o quão irresistível pode ser assistir ou ler as notícias. Trata-se de descobrir formas de reagir diante disso, e às vezes isso funciona com a pessoa que você ama, porque elas são a distração perfeita nessa situação."

'Wild World' pode tocar em alguns dos momentos mais politicamente carregados de nossas vidas, é também sobre ver a beleza em escapismo e se divertir. "Foi muito divertido de fazer", Dan confirma. "Eu não quero que pareça que estamos sentados em um canto, balançando a natureza assustadora do mundo - e não estamos. É também sobre o quão incríveis as pessoas são, e como é bom ter alguém como uma muleta, porque as pessoas são cruéis e engraçadas. Em uma canção como 'Warmth', trata-se de perder-se fisicamente em alguém, enquanto uma música como 'Snakes' é sobre aquele sentimento de 'foda-se, é sexta-feira'. Alguns dos melhores momentos que você pode ter são com seus melhores amigos ou com estranhos. Trata-se de reagir ao mundo, encontrar e depender daquelas conexões que fazem o cotidiano divertido e da razão para se levantar de manhã."


"Sabemos que algumas pessoas que amaram o primeiro álbum podem não gostar do segundo. Mas talvez pessoas que odiaram o primeiro gostem de algum material do segundo."



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