Dan Smith revela segredos da 'Wild Wild World Tour' em entrevista para a NME


Em entrevista para a revista britânica NME, Dan Smith revelou segredos por trás da inovadora 'Wild Wild World Tour', que teve início em 28 de outubro. Como seu segundo álbum 'Wild World' e toda a atividade em torno dele, o show que Bastille criou se baseia em vários temas, como política, humanidade e tentar ser positivo quando se enfrenta um mundo cada vez mais obscuro.

"Queremos que esse show seja divertido e um pouco inquietante ao mesmo tempo", disse Smith por telefone, em Cardiff, horas antes de a banda revelar sua grande produção para seus fãs galeses.

Há uma figura de autoridade do tipo político que aparece toda a noite
"Nós colocamos muitos pensamentos e trabalho na turnê e queríamos fazer algo um pouco diferente. Trouxemos todas as ideias que exploramos em todo o álbum com o nome da WWCOMMS ('Wild World Communications') que estamos usando em todas as mídias sociais e vídeos. Fizemos um show que, a partir do momento em que você entra no local até o momento em que você sai, é hospedado pelo político/apresentador do nosso clipe "Fake It". Ele é como um porta-voz da WWCOMMS. Ele apresenta as bandas de abertura e a nós também. Nós queríamos fazer algo diferente e inquietante, mas também queremos que seja uma experiência divertida."

"Tem uma música que mostra a história por trás da capa do nosso álbum, que é o meu ponto favorito do set."


Não é como qualquer coisa que você já viu antes
"Quando surgiu a ideia desse show, perguntei por aí e fiz algumas pesquisas sobre se esse tipo de coisa tinha sido feita antes, em termos de andar e ter esse personagem na tela que está lá o tempo todo. Eu não sei se tem. [...] Essa é a primeira vez que nós realmente trabalhamos corretamente ao montar um show com uma produção como essa e que está totalmente entrelaçada com o set."

Tudo é inspirado em filmes distópicos de 1984
"Muita estética é de filmes distópicos como Brasil e Blade Runner. Quando começamos a campanha do álbum e estávamos fazendo o clipe de 'Good Grief', eu não imaginava que iríamos fazer uma turnê como essa. Vamos ver aonde o nosso próximo clipe nos leva - ele pode nos levar em uma direção totalmente diferente."



O show permite que as músicas tenham sua palavra de uma maneira sutil
"Nós somos apenas idiotas em uma banda e eu nunca iria querer usar o nosso espaço entre as músicas para dizer nada além de obrigado a todos que estão ali. Mas estamos em turnê com esse novo álbum, e nós queríamos que ele soasse como um álbum de agora, de 2016, e fosse uma resposta humana para isso. Todas as coisas da WWCOMMS são um bom veículo para acenar para os momentos bizarros e confusos em que vivemos, não só por causa de tudo que está acontecendo e as grandes vozes divisórias que estão lá fora, mas também a maneira que ouvimos e recebemos as coisas."  

"Na América, atualmente, existe a mídia de direita e a de esquerda, e isso, eu acho, acontece em todos os lugares também. Damos por certo que a notícia que lemos é a verdade e vivemos neste tempo obscuro onde a opinião e a verdade estão tão misturadas."

As esculturas de dois homens sentados são um símbolo de amizade
"Acho que com esse álbum, esses dois caras juntos realmente capturam a ideia de amizade no contexto de toda a merda que está acontecendo no mundo e ao seu redor - o que é encarnado pelo material da WWCOMMS."

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