Como foi acompanhar o Bastille em Buenos Aires


Bom, talvez essa seja a mais pessoal de todas as matérias que publicaremos aqui no Bastille Brasil pois é quase impossível manter a impessoalidade se tratando da realização de um sonho. Peço perdão pela quebra de protocolo mas prometo que narrarei da melhor forma possível o final de semana mais incrível da minha vida.

Tudo começou em Junho deste ano quando o Bastille divulgou que tocaria em Buenos Aires no evento Miller Music Amplified, sem dar informações sobre local, ingressos ou data. Nem era preciso ser tão otimista para imaginar que a banda poderia passar pelo Brasil e por outros países da América do Sul no mesmo período, o que acabou não acontecendo. Então descobrimos que o show na Argentina seria apenas para convidados da Miller e ganhadores de um sorteio no qual brasileiros não poderiam participar.

Foi então a hora de nós do Bastille Brasil usarmos todo o nosso reconhecimento nesses 5 anos de existência para irmos atrás de contatos que poderiam nos ajudar a conseguir uma entrada para o show. Pesquisamos os assessores e produtores da banda e enviamos dezenas de e-mails para todos eles contando a nossa história e indicando por que merecíamos ir ao show, mas os poucos que nos respondiam informavam que não conseguiriam nada por se tratar de um evento completamente privado.

Conforme a data do show se aproximava, a vontade de ir aumentava proporcionalmente ao otimismo de que conseguiria estar lá. Comprei minha passagem para Buenos Aires e conseguir assistir o Bastille se tornou uma questão de honra. Descobri que existia um concurso para bandas da Argentina abrirem o show e fiz uma espécie de permuta com a banda Galácticas Mareas, nós ajudaríamos a banda com pedidos de votos e eles tentariam me incluir na lista de convidados para o Miller Music Amplified. 

Durante a semana decisiva do evento, um dos produtores do Bastille, Beau Colburn, respondeu meu e-mail dizendo que conseguiríamos uma rápida entrevista antes do show e poderíamos fazer umas fotos com a banda durante a estadia em Buenos Aires. A partir de então foi só ansiedade pelo grande momento de encontrar meus ídolos.

Cheguei em Buenos Aires na manhã do dia 09 de novembro e quando estava na fila da imigração do Aeroporto de Ezeiza tive uma ótima surpresa, uma das pessoas da fila era nada mais, nada menos que DAN SMITH! Com muito nervosismo caminhei até ele e mostrei a camiseta de Bad Blood que estava usando e ele respondeu com um característico e sincero "amazing! what is your name?". Conversamos durante alguns minutos até que chegássemos ao guichê de atendimento e ele foi o mais incrível possível comigo, tirou fotos das minhas tatuagens (tenho duas em homenagem ao Bastille), perguntou sobre a página, sobre os fãs no Brasil e disse que ficava muito feliz por eu ter saído de tão longe para assistir ao show. Troquei WhatsApp com o produtor e ele me disse para ir ao hotel pois provavelmente conseguiríamos dar uma volta com a banda na mesma tarde.


Não perdi tempo e fui ao hotel pouco tempo depois. Encontrei com vários fãs argentinos, inclusive os administradores da página Bastille Argentina, que é nossa parceira. Ficamos esperando por alguns minutos até que o Dan apareceu novamente para dar uma volta em Porto Madero e aproveitou para falar com todos os fãs, tirar fotos e autografar alguns itens.



Pouco tempo depois pudemos ver a banda saindo do hotel para ir até o local do evento (Arenas Studios) para fazerem a passagem de som e os últimos ajustes.

Na manhã seguinte uma tempestade tomou conta de Buenos Aires, até mesmo o jogo da final da Libertadores que aconteceria naquele dia teve de ser adiado. Ficamos sabendo que também a produção da Miller também estudava adiar o show. Felizmente as condições climáticas melhoraram no final da tarde e o show foi mantido. Passado o susto, me encaminhei ao local do evento e assim que entrei percebi o quanto a Miller tinha investido para fazer um evento de qualidade aos convidados. O local tinha vários telões, decorações do Bastille, luzes, efeitos, open bar, dançarinas e vários DJs tocando durante toda a noite.

   

Por volta das 22hrs a Galácticas Mareas, banda argentina de Synth-Pop, fez o seu show. Com um repertório de 7 músicas, a banda lotou o palco anexo do evento e colocou todo mundo pra dançar. Eu pessoalmente gostei muito da apresentação e estou ansioso para vê-los tocando aqui no Brasil. A banda é formada por Francisco Chirino, Fidel Zanelli, Alejandro Biffis, Juan Chirino e Ana Sancineto. Mais informações: facebook.com/galacticasmareas

Foto por Josefina Schmipp

Foto por Josefina Schmipp
Pontualmente à 00:15 foi a vez do Bastille subir ao palco do Arenas Studios e começar a incrível apresentação. Surpreendendo a todos no local, o Dan começou o show cantando da parte de trás da casa, enquanto a banda tocava no palco. Abriram com a recente "Quarter Past Midnight", fazendo jus a pontualidade do grupo e foi um ótimo início. Na parte final da música, Dan Smith desceu do semi-palco e foi andando pelo meio do público até o palco principal.


O show seguiu com uma ótima energia e um público muito animado, muitos ainda não conheciam a banda, mas estavam gostando do que viam. Um dos ápices do show foi durante "Happier", a parceria com o DJ Marshmello também é sucesso na Argentina e quase todo o público cantou junto com Dan. Dan desceu do palco para interagir com o público em outras duas canções, Flaws e Of The Night.



Como de costume, fecharam o show com Pompeii e agradeceram muito ao público argentino pelo espetáculo. Tive sorte e ao final do show consegui pegar a baqueta do Woody e uma das palhetas do Will. Alguns amigos conseguiram pegar o setlist também e todos os fãs saíram muito satisfeitos de lá pelo que viram.

Melhores momentos do show: https://youtu.be/-wT52fAYfyY



Foi incrível poder acompanhar a minha banda favorita durante um final de semana fora do meu país, pelas vezes que conversei com o Dan, deixei bem claro o quanto sentimos falta deles e que o solo brasileiro deveria ser parada obrigatória nas turnês do Bastille. Eles também sentem falta daqui e estão aguardando uma boa oportunidade para voltarem. Nos resta aguardar e torcer para que seja em breve. Enquanto isso, o Bastille Brasil fará tudo o que for possível para que os fãs brasileiros estejam conectados com a banda, trazendo notícias, coberturas, lançamentos, sorteios, entre outros. Aguardem novidades.

Luiz Felipe Costa
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